Como provar o valor da comunicação ao board?

Autor: Founder e CEO da Sing Comunicação

Se você é líder de comunicação, certamente já se pegou tentando responder à pergunta que vale milhões:como provar o valor da comunicação para o board da em...

Como provar o valor da comunicação ao board?
Se você é líder de comunicação, certamente já se pegou tentando responder à pergunta que vale milhões:como provar o valor da comunicação para o board da empresa? Spoiler: não existe fórmula mágica. Mas existem caminhos, cada vez mais sólidos, que mostram que o valor da nossa área não está só na visibilidade conquistada, mas na capacidade de impactar resultados reais de negócio. Temos acompanhado essa inquietação em muitas conversas com executivos de comunicação, tanto em eventos quanto nos comitês dos quais participamos com a Sing Comunicação. O tema não só ganhou protagonismo como se tornou inadiável. Afinal, ou a comunicação se posiciona como aliada direta do negócio ou pode ser vista apenas como suporte operacional. O alerta dos C-levels Durante oCMO Summit, realizado em junho, um painel chamou a atenção: CFO e CMO doNatural da Terradividiram o palco para discutir como finanças e marketing precisam caminhar lado a lado. Daniel Milagres (CMO) foi direto ao ponto:“CMO que não sabe ler uma DRE hoje em dia está alheio às necessidades de negócios da empresa.”Em outras palavras, a comunicação estratégica começa pela fluência no que move a empresa: receita, margem, crescimento e reputação de longo prazo.E o board só se convence com argumentos que falam essa língua. NoComitê de Cultura de Dados e Mensuração de Resultados na Comunicação da Aberje, Eduardo Vieira, CMO e CCO do SoftBank, foi enfático ao apontar o problema:“Durante muito tempo convencionamos ter nossas métricas fazendo sentido somente para os nossos círculos. Mas o que isso move a agulha para o business?” De fato, dashboards cheios de “positivos, negativos e neutros” perdem relevância se não estiverem atrelados as métricas de impacto direto: Se não conseguimos responder com dados e contexto estratégico, abrimos espaço para que outras áreas ganhem protagonismo (e budget!), mesmo sem terem o poder de construção de reputação que só a comunicação tem. Aliás, porque comunicação, marketing e branding não atuam de forma integrada? Outro ponto que vale questionamento, afinal, tudo evolui e não faz muito sentido áreas que têm objetivos complementares atuarem em silos. A pesquisaTendências da Comunicação Organizacional 2025, realizada pela Aberje, confirma o que temos visto no dia a dia das empresas. Avaliação dos resultados 68%dos entrevistadosacreditam que acomunicação terá papel estratégico ampliado neste ano, e listam os critérios mais usados para medir sua eficácia: O estudo também deixa claro o que o mercado espera do “novo profissional” para que a comunicação tenha um assento no board. Habilidades mais valorizadas: Necessidades prioritárias de desenvolvimento: Acredito que esses números reforçam que precisamos sair da zona de conforto e levar nossa atuação para outro patamar: o da performance, da análise estratégica, da inteligência preditiva. O que muda na prática? Aqui vão quatro sugestões para quem quer mostrar valor real ao board: Conecte suas entregas aos indicadores estratégicos da companhia: aumento de valor de marca, fidelização de clientes, posicionamento competitivo, atração de talentos, mitigação de riscos. Abandone a resistência à IA e às ferramentas de análise. Como disse Eduardo Vieira: “O jogo está zerado. A IA embaralhou tudo, quem souber se reinventar, lidera.” Plataformas de escuta, GEO (Generative Engine Optimization), vibe coding e ferramentas de análise reputacional são aliadas, não ameaças. Estreite o diálogo com CFOs e CMOs. Entenda o que é prioridade para eles e desenhe métricas que façam sentido fora do universo da comunicação. Explique, com dados e exemplos, como a marca já está sendo construída (com ou sem intenção), e porque isso impacta diretamente a percepção de valor e o futuro da companhia. Nossa atuação será estratégica quando entregar o que toda liderança quer ver: impacto, previsibilidade e vantagem competitiva. Founder e CEO da Sing Comunicação

Sing, agência boutique de comunicação e relações públicas, com atuação no Brasil e na América Latina, especializada em tecnologia, inteligência artificial, assessoria de imprensa, gestão de reputação de marcas e estratégias de mídia para empresas globais.

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