O que mudou no mercado de mídia e o que podemos esperar dos próximos 10 anos

Autor: Sing Comunicação

Por Letícia Riente

O que mudou no mercado de mídia e o que podemos esperar dos próximos 10 anos

Por Letícia Riente

Prever o futuro da mídia ficou cada vez mais difícil. Nos últimos dez anos, a forma como as pessoas consomem conteúdo mudou em uma velocidade que torna arriscado tentar antecipar o que acontecerá nos próximos dez. Talvez a melhor resposta seja justamente admitir: não sabemos.

Esse foi um dos pontos discutidos em conversa recente por Christian Mutzig, Partner LiveMode/CazéTv; Luiz Fernando Musa, CEO Grupo Ogilvy; João Pedro Paes Leme, CEO da Play9, e Victor Assis, CEO da Podpah. “O que podemos esperar dos próximos 10 anos?”. Plataformas surgem, formatos se misturam e o comportamento da audiência muda constantemente, por isso ter humildade para reconhecer o que ainda não sabemos pode ser mais útil do que tentar prever todas as próximas tendências.

No digital, por exemplo, existe a sensação de que cada ano equivale a vários. O que hoje parece novidade rapidamente pode deixar de funcionar. E a pandemia acelerou ainda mais esse processo, abrindo espaço para novas mudanças.

Mas a transformação também aconteceu na distribuição de conteúdo. Durante muito tempo, a televisão concentrava boa parte dessa função. Hoje, qualquer pessoa pode criar e distribuir conteúdo, encontrar sua audiência e construir uma comunidade. O acesso ficou mais simples, mas a profissionalização dos canais e dos creators continua sendo um desafio.

E isso traz uma questão importante para marcas e agências: como escolher onde estar quando existem tantos caminhos possíveis? Durante a discussão, ficou claro que não existe mais um único modelo.

Televisão, podcasts, lives, redes sociais e outros formatos convivem. Um modelo não necessariamente substituiu o anterior. O desafio é entender o papel de cada canal dentro de uma estratégia.

Essa diversidade, porém, também complicou a mensuração. Durante muito tempo, seguidores, audiência televisiva e visualizações serviram como referências para medir alcance. Hoje, uma mesma transmissão pode ocorrer em diferentes plataformas, cada uma com características próprias. Por isso vale refletir sobre o quanto vale uma visualização na televisão em comparação com uma no Instagram, por exemplo. Ainda não existe uma resposta definitiva.

Por isso, a discussão começa a caminhar para uma combinação dessas métricas e, principalmente, para o resultado gerado para o negócio.

Uma campanha pode alcançar milhões de pessoas e ainda assim não atingir seu objetivo. Nesse contexto, indicadores como geração de oportunidades, vendas ou renovação de contratos podem dizer mais do que uma métrica isolada.

Isso não diminui a importância do engajamento. Quando a audiência comenta, compartilha e participa da conversa, ela passa a fazer parte da própria construção do conteúdo.

Outra dificuldade é aceitar que aquilo que funcionou até aqui pode não ser suficiente daqui para frente. Se antes uma campanha podia ser pensada a partir de uma peça para televisão e seus desdobramentos, hoje é preciso considerar diferentes públicos, plataformas, formatos e creators, cada um com sua própria relação com a audiência. E isso exige disposição para testar.

Especialmente quando falamos de creators, não existe uma fórmula que possa simplesmente ser copiada de uma marca para outra. Cada anunciante precisa construir seu próprio sistema de influência, considerando objetivos, público e posicionamento. Observar o que outras marcas fazem pode ajudar, mas copiar suas estratégias não garante o mesmo resultado.

O comportamento das pessoas também não é definitivo. Grandes acontecimentos podem alterar rapidamente os hábitos de consumo de mídia. Torneio globais de esportes, por exemplo, concentram a atenção em determinados canais e formatos.

E isso ajuda a explicar por que não existe uma métrica que funcione para tudo e para sempre. Reconhecer essa incerteza não significa ficar parado. Significa acompanhar dados, observar o comportamento das pessoas, testar formatos e ajustar a estratégia conforme novas informações aparecem.

A cocriação também ganha importância nesse processo. Trabalhar junto aos creators ajuda marcas a entender melhor as comunidades com as quais querem conversar e a construir conteúdos mais coerentes com aquele ambiente.

E onde entram as agências?

Com mais canais, creators e formatos no mercado, o papel das agências passa também por ajudar a fazer escolhas: onde estar, quais conversas fazem sentido, que formato combina com cada marca e como transformar diferentes pontos de contato em uma estratégia coerente.

Na Sing, esse olhar faz parte do nosso trabalho. Atuamos na interseção entre comunicação, conteúdo, influência, relações públicas e redes sociais, acompanhando as mudanças no comportamento das audiências e nos formatos disponíveis para as marcas.

Afinal, se ninguém sabe exatamente como será o mercado daqui a dez anos, uma coisa é certa: será preciso continuar aprendendo enquanto ele acontece.

28/08/2026

Sing, agência boutique de comunicação e relações públicas, com atuação no Brasil e na América Latina, especializada em tecnologia, inteligência artificial, assessoria de imprensa, gestão de reputação de marcas e estratégias de mídia para empresas globais.

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