Poder, presença e performance: liderança começa pelo próprio comportamento

Autor: Sing Comunicação

Por Letícia Riente

Poder, presença e performance: liderança começa pelo próprio comportamento

Por Letícia Riente

Você já parou para pensar sobre por onde se começa uma liderança? No dia a dia, é possível observar que ela se inicia antes da equipe. Começa na forma como cada pessoa entende o próprio comportamento e as consequências dele sobre quem está ao redor. O autoconhecimento costuma aparecer como um dos primeiros passos dessa jornada, e faz sentido. Conhecer nossas características, reconhecer pontos fortes e perceber onde temos dificuldade ajuda a entender como podemos trabalhar melhor.

Mas existe uma diferença importante entre se conhecer e usar esse conhecimento como justificativa. Em palestra, Ricardo Basaglia, CEO da Michael Page no Brasil, traz um ótimo exemplo disso: dizer “eu sou uma pessoa grossa mesmo” não resolve o problema. Se determinado comportamento prejudica uma relação ou dificulta o trabalho do time, saber que ele faz parte da nossa personalidade deveria servir justamente para que possamos trabalhar sobre ele.

A arrogância é um outro bom exemplo dado pelo executivo. Sua manifestação mais evidente costuma ser fácil de identificar. Está na pessoa que interrompe, destrata, não escuta ou trata determinadas opiniões como inferiores.

Existe, porém, uma forma mais silenciosa de arrogância. Ela aparece quando acreditamos que já sabemos o suficiente ou quando deixamos de ouvir alguém porque concluímos que aquela pessoa não tem mais nada a nos ensinar.

Isso pode acontecer com qualquer um, dependendo da situação, da posição que ocupa ou de quem está do outro lado da conversa. Por isso, de tempos em tempos, vale fazer um exercício simples de revisão: ainda estou ouvindo as pessoas? Ainda consigo mudar de opinião? Ainda reconheço que posso aprender com quem pensa ou trabalha de uma maneira diferente da minha?

Esse tipo de consciência tem efeito direto sobre a organização. Existe uma relação entre o nível de consciência de uma liderança e o espaço que uma empresa consegue criar para crescer.

Isso também vale para performance. Se podemos pensar nela como talento menos interferências, parte do trabalho de um gestor é justamente identificar o que está atrapalhando a execução. Pode ser falta de recurso, uma conversa que está sendo adiada, uma relação que precisa ser revista, uma lacuna de conhecimento ou simplesmente falta de clareza sobre o que precisa ser feito.

E há outro ponto que a ser abordado nesse sentido: a cultura organizacional. A cultura de uma empresa também é definida pelos comportamentos que ela aceita. Quatro momentos deixam isso especialmente claro: contratação, demissão, feedback e promoção. É nesses momentos que a organização mostra, na prática, o que considera aceitável, o que reconhece e o que decide não tolerar.

Também é importante lembrar que uma pessoa em posição de liderança ocupa diferentes papéis. O especialista e o gestor estão muito ligados ao presente da operação. O treinador e o líder precisam dedicar parte da atenção ao que vem depois, desenvolvendo pessoas e preparando a organização para o futuro.

Essa última parte exige tempo. E tempo é justamente um dos recursos mais valiosos de um gestor.

Liderar exige esse tipo de atenção. Olhar para dentro, perceber o que precisa mudar, reconhecer quem está ao lado e não deixar que a rotina transforme tudo em automático.

Na Sing, esse olhar também faz parte do nosso trabalho com empresas e lideranças. Comunicação corporativa passa por posicionamento, reputação e mensagem, mas passa igualmente pela forma como uma organização entende a si mesma e se relaciona com seus diferentes públicos.

E, no meio de tudo isso, existe uma atitude simples que às vezes fica esquecida: reconhecer o trabalho de quem está ajudando a construir o resultado.

26/08/2026

Sing, agência boutique de comunicação e relações públicas, com atuação no Brasil e na América Latina, especializada em tecnologia, inteligência artificial, assessoria de imprensa, gestão de reputação de marcas e estratégias de mídia para empresas globais.

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