Storytelling na comunicação: antes da história, vem a tese
Autor: Sing Comunicação

Em um cenário em que somos impactados por informações o tempo todo, chamar a atenção já não é suficiente. Para uma comunicação realmente funcionar, é preciso pensar também no que queremos que as pessoas entendam, lembrem e façam depois de receber aquela mensagem.
Esse foi um dos principais pontos discutidos no webinar sobre storytelling e narrativa em comunicação da BOX1824. Tudo começa com uma pergunta simples. Qual é a tese dessa história?
A tese é a ideia central que orienta toda a narrativa. É diferente do tema. Dizer que uma apresentação será sobre determinado assunto não significa, necessariamente, ter um ponto de vista sobre ele. A tese é justamente esse ponto de vista, aquilo que queremos que fique na cabeça de quem está ouvindo.
A partir dela, fica mais fácil organizar argumentos, dados, exemplos e histórias. O raciocínio segue uma lógica simples. É necessário existir uma tese, argumentos e evidências. Tudo o que entra na comunicação precisa contribuir para sustentar essa ideia, e o que não ajudar pode ser deixado de lado.
Esse processo também muda a forma de construir apresentações. Em vez de abrir o PowerPoint e começar pelos slides, o ideal é primeiro organizar o pensamento e só depois escolher como ele será apresentado visualmente.
Outro aprendizado importante vem da comunicação digital. Memes, vídeos curtos, carrosséis e outras linguagens digitais disputam nossa atenção diariamente e mostram novas maneiras de criar interesse e facilitar a compreensão. Isso não significa transformar uma apresentação corporativa em um conteúdo de TikTok, mas entender quais recursos podem tornar uma mensagem mais clara e envolvente.
E como aplicar isso no dia a dia?
Antes de finalizar uma apresentação, um texto ou uma campanha, algumas perguntas podem ajudar a identificar se a narrativa está funcionando:
1. Se eu tivesse que resumir essa comunicação em uma frase, qual seria?
Se a resposta não estiver clara, talvez seja necessário voltar um passo e organizar melhor a ideia principal.
2. O que realmente precisa estar aqui?
Vale revisar dados, informações e argumentos e eliminar aquilo que não contribui para a mensagem.
3. Por que alguém deveria continuar prestando atenção?
Um bom início precisa criar interesse e dar ao público um motivo para seguir até o final. Aqui, podemos inclusive aplicar o “hook”, termo muito utilizado na criação de conteúdo para redes sociais para definir o gancho inicial que pode capturar a atenção e despertar a curiosidade do público.
4. O que eu quero que essa pessoa faça depois?
Pode ser aprovar uma ideia, tomar uma decisão, compartilhar um conteúdo, conhecer uma marca ou simplesmente lembrar daquela mensagem.
5. O formato está ajudando ou apenas deixando a comunicação mais bonita?
Recursos visuais, linguagem e diferentes formatos devem estar a serviço da narrativa.
No fim, uma boa história não depende apenas de uma apresentação bonita ou de uma grande ideia. Ela depende de clareza sobre o que queremos dizer e de como conduzimos o público até essa mensagem.
Para quem trabalha com comunicação e PR, esse exercício pode ser aplicado a praticamente qualquer entrega. Antes de pensar em formato, estética ou ferramenta, vale voltar ao básico... Afinal, o que queremos dizer?
Essa resposta pode ser o ponto de partida para uma comunicação muito mais estratégica.
Mariana Menezes
14/09/2026
Sing, agência boutique de comunicação e relações públicas, com atuação no Brasil e na América Latina, especializada em tecnologia, inteligência artificial, assessoria de imprensa, gestão de reputação de marcas e estratégias de mídia para empresas globais.
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